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Sem paladar

abr 25, 14 Sem paladar

Saudade das primeiras vezes, as quais o doce tinha um sabor único, não era comum e nem tão forte. Era certo.

Depois das incontáveis vezes de repetições, para guardar no mecanismo mais profundo da mente inquieta, que insiste em trazer o prazer, mais tarde, como dor, o doce perdeu parte de seu sabor. A embalagem continua a mesma, um pouco desbotada. A festa que o paladar fazia ao encontra-lo tem diminuído em resposta ao desânimo em ser saboreado, novamente.

Mas, quando o mesmo doce já não faz mais efeito, quando o livro já não tem mais tanta emoção, um filme já perdeu a sua graça, e a música já não faz mais dançar, qual a solução? O que acontece quando o mais sutil fragmento de medo corta a fina camada de cristal? A essência escapa.

E foge escorrendo por entre o que sobrou. Escorre e queima os lugares por onde ainda não passou. Libera o enjoamento de si próprio. Derrete.

Derrete lágrima, derrete açúcar, derrete homem, derrete mulher.

Dissolve dor, saudade, sentimentos, amargura e arrependimento.

Arrependimento de ser quem é. Ser incapaz de consertar a receita do doce, e não poder salvá-lo.

Assistem à uma caixa de doces sendo esvaziada.

assim

 

Foto: Tumblr.

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O estilo do Coachella 2014

abr 22, 14 O estilo do Coachella 2014

Passou o carnaval, passou a páscoa e é hora de oficialmente voltar a ativa com o blog! Eeeee!!

E para dar start à volta dos que não foram, nos dois últimos fins de semana, aconteceu o Coachella, um dos maiores festivais de música do mundo, que agitou e muito os instagrans da vida com vários looks maravilhosos, alguns invejáveis e outros totalmente sem noção. A verdade é que festivais de música indie são um prato cheio pra hipsters e fashionistas botarem toda a sua criatividade a serviço de montar looks dignos de serem fotografados e ganharem muitos likes por aí.

O Coachella acontece em Sacramento, na California, e como por lá é o comecinho da primavera e a California por si só já é quente, muitos shortinhos e vestidinhos deram as caras por lá. O estilo gypsy, boho e folk estava por todos os lados, nos chapéus, óculos escuros, jeans destruídos, rendas, tricôs e franjas. Tudo se misturava ao cabelo de quem acordou e foi daquele jeito mesmo. Além disso, claro que não podiam faltar as coroas de flores à la Lana Del Rey, que tem tudo a ver com o jeitinho festival de música hipster de ser.

Eu fiquei sim com bastante inveja tá #sinceridades hahahahahahah, agora, vamos babar nas fotos que é pra isso que viemos!

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Como as aguas dizem

abr 18, 14 Como as aguas dizem

Toda letra fala, mas nem toda letra é palavra, pois nem toda letra sabe o que diz. Quando se juntam, começam a dizer demais. Dizem tanto que não entendemos.

Pulam de canetas, penas, cerdas, bocas e telas, pintando e bordando relações. Furando, magoando e estragando essas relações.

Atiradas e jogadas à meia luz, como quem não quer nada elas, mas sempre as pegam de volta. Nenhuma permanece perdida ao vento, todas têm seu lugar e conseqüência.

O corpo tagarela sem parar, rabisca na pele as letras que, sozinhas, falam por si. Às vezes fala o que não devia, recebe o que não merece, aí, cansa de falar. Depois de cansado, acha que pode se calar assim, sem concluir tudo o que berrou. Engano! Se não berra pelos cotovelos, as águas falam.

O juízo desce do trono para por os pingos nos i’s. Sai de seus aposentos determinado, sabendo que não vai falhar. Quando inicia sua decida, leva consigo, as gotas de desabafo, descarrego, que salvam a alma, e o dia.

Se o estrago foi grande, as cataratas do Iguaçu transferem-se para o seu rosto. Se a bagunça pode ser arrumada, mais facilmente, a goteira de uma calha já basta para a conversa. E as águas chegam falando, todas ao mesmo tempo, falando o que foi dito de volta e o que se perdeu no meio da prosa, e acabou não sendo absorvido por quem escutava.

Tantos sons ao mesmo tempo, caóticos entre si, que trazem o desespero que cura e resolve.

Por fim, enxuga o rosto, e espera resolver pelo canto das letras, na próxima vez. Para que o juízo não precise descer com suas poderosas águas.

lágrimas de chuva

 

Foto: Tumblr.

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Carrie, a estranha

abr 14, 14 Carrie, a estranha

Uma mãe fanática, uma adolescente retraída e uma cidade pequena Americana. “Carrie, a estranha” traz uma narrativa surpreendente, que há 4 décadas conquista o público com seu poder sobrenatural.

O livro sobre a jovem oprimida Carrie, foi o primeiro lançado por Stephen King, em 1974. King estava chateado por não conseguir uma oportunidade no meio literário, dois livros do escritor já tinham sido rejeitados, mas quando foi desafiado a escrever uma história com uma visão feminina, diferente de qualquer trabalho que tinha realizado, King conquistou o tão sonhado reconhecimento. “Carrie, a estranha” chamou tanto a atenção, que virou filme, em 1976. (trailer: Carrie, a estranha – 1976)

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A primeira vez que vi “Carrie, a estranha” fiquei impressionada, não apenas por ser fã de filmes do gênero, mas pela maneira que o enredo foi trabalhado. A história prende a atenção do início ao fim.

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Em 2002, foi produzida uma refilmagem do filme para a TV americana. A SBT reprisou essa versão algumas vezes, mas vamos falar a verdade, esta versão não ficou tão boa quanto a primeira. (trailer: Carrie, a estranha – 2002)

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Neste filme, Carrie parece mais psicótica e caótica, aparenta não ter poderes sobrenaturais e sim ser uma possuída, mesmo assim, o filme é fraco e não cria um abalo psicológico, como é esperado.

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O filme merecia uma nova refilmagem para o cinema e isso aconteceu. Em 2013, foi lançado “Carrie, a estranha” com a atriz Chloë Grace Moretz como Carrie e Julianne Moore como sua mãe fanática. (Trailer: Carrie, a estranha – 2013)

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A escolha das atrizes Julianne e Chloë, como mãe e filha, foi uma jogada de mestre. Ambas são talentosas e conseguiram transmitir emoção e causar arrepios em certos momentos. Li muitas críticas sobre está refilmagem, e confesso, fiquei com receio de assistir e me decepcionar, mas a minha crítica sobre o filme foi positiva. Sem perder a essência do enredo original o filme inclui temas atuais, como o uso do celular e da internet pelos adolescentes de maneira abusiva.

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Segue a Dica:

  1. Assista “Carrie, a estranha 2013″;
  2. Leia o livro;
  3. Assista as outras versões anteriores;
  4. Não perca a vontade de assistir um filme ou ler um livro só porque leu uma crítica ruim, lembre-se, o maior crítico é você.
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Aqui dentro, sempre

abr 11, 14 Aqui dentro, sempre

Plágio demais dizer que a gente vai à luta e conhece a dor?

Caro Lulu, você considera justa a forma do que existe de mais lindo no mundo!

Amor, às vezes, surge em três segundos. De repente, você ama. Não que amor não exista de forma integral e permanente, isso é amor. Em momentos, ele se guarda e se preserva, calado um pouquinho para se manter por  lá.

No cotidiano é belo e válido ver amor em uma flor, em um sorriso, em um café quentinho, mesmo em uma tarde quente, só pra te acordar. Amor no olhar de compreensão, mesmo depois de um dia exaustivo. As mãos que procuram os cabelos para acalmar o responsável pela insanidade mais gostosa e necessária para a vida, amar.

Nenhum sentimento, que lance cordas de amargura em volta do pescoço, resiste ao brilho e à luz que propaga deste confortável calor. Mesmo com os olhos pesados, a mente embolando os pensamentos e a vontade de ficar menor que uma formiga e, desaparecer da realidade, partir e ir. Nem mesmo essas vontades vencem o amor.

Se navegar é preciso e viver não, amar é preciso!

Preservar, cuidar. Reparar no sorriso do cachorro logo às seis da manhã. Gostar de como a lua está em contraste com a tarde lilás. Amar o céu, os reflexos, os bebês, os papéis e a beleza das praças por onde passamos todos os dias.

Amar a vida porque ela nos ama de volta. Os amigos, os irmãos, os livros, as mãos que nos amparam até o fim de mais um começo de noite.

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Foto:  Tumblr.

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