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Como as aguas dizem

abr 18, 14 Como as aguas dizem

Toda letra fala, mas nem toda letra é palavra, pois nem toda letra sabe o que diz. Quando se juntam, começam a dizer demais. Dizem tanto que não entendemos.

Pulam de canetas, penas, cerdas, bocas e telas, pintando e bordando relações. Furando, magoando e estragando essas relações.

Atiradas e jogadas à meia luz, como quem não quer nada elas, mas sempre as pegam de volta. Nenhuma permanece perdida ao vento, todas têm seu lugar e conseqüência.

O corpo tagarela sem parar, rabisca na pele as letras que, sozinhas, falam por si. Às vezes fala o que não devia, recebe o que não merece, aí, cansa de falar. Depois de cansado, acha que pode se calar assim, sem concluir tudo o que berrou. Engano! Se não berra pelos cotovelos, as águas falam.

O juízo desce do trono para por os pingos nos i’s. Sai de seus aposentos determinado, sabendo que não vai falhar. Quando inicia sua decida, leva consigo, as gotas de desabafo, descarrego, que salvam a alma, e o dia.

Se o estrago foi grande, as cataratas do Iguaçu transferem-se para o seu rosto. Se a bagunça pode ser arrumada, mais facilmente, a goteira de uma calha já basta para a conversa. E as águas chegam falando, todas ao mesmo tempo, falando o que foi dito de volta e o que se perdeu no meio da prosa, e acabou não sendo absorvido por quem escutava.

Tantos sons ao mesmo tempo, caóticos entre si, que trazem o desespero que cura e resolve.

Por fim, enxuga o rosto, e espera resolver pelo canto das letras, na próxima vez. Para que o juízo não precise descer com suas poderosas águas.

lágrimas de chuva

 

Foto: Tumblr.

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Carrie, a estranha

abr 14, 14 Carrie, a estranha

Uma mãe fanática, uma adolescente retraída e uma cidade pequena Americana. “Carrie, a estranha” traz uma narrativa surpreendente, que há 4 décadas conquista o público com seu poder sobrenatural.

O livro sobre a jovem oprimida Carrie, foi o primeiro lançado por Stephen King, em 1974. King estava chateado por não conseguir uma oportunidade no meio literário, dois livros do escritor já tinham sido rejeitados, mas quando foi desafiado a escrever uma história com uma visão feminina, diferente de qualquer trabalho que tinha realizado, King conquistou o tão sonhado reconhecimento. “Carrie, a estranha” chamou tanto a atenção, que virou filme, em 1976. (trailer: Carrie, a estranha – 1976)

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A primeira vez que vi “Carrie, a estranha” fiquei impressionada, não apenas por ser fã de filmes do gênero, mas pela maneira que o enredo foi trabalhado. A história prende a atenção do início ao fim.

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Em 2002, foi produzida uma refilmagem do filme para a TV americana. A SBT reprisou essa versão algumas vezes, mas vamos falar a verdade, esta versão não ficou tão boa quanto a primeira. (trailer: Carrie, a estranha – 2002)

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Neste filme, Carrie parece mais psicótica e caótica, aparenta não ter poderes sobrenaturais e sim ser uma possuída, mesmo assim, o filme é fraco e não cria um abalo psicológico, como é esperado.

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O filme merecia uma nova refilmagem para o cinema e isso aconteceu. Em 2013, foi lançado “Carrie, a estranha” com a atriz Chloë Grace Moretz como Carrie e Julianne Moore como sua mãe fanática. (Trailer: Carrie, a estranha – 2013)

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A escolha das atrizes Julianne e Chloë, como mãe e filha, foi uma jogada de mestre. Ambas são talentosas e conseguiram transmitir emoção e causar arrepios em certos momentos. Li muitas críticas sobre está refilmagem, e confesso, fiquei com receio de assistir e me decepcionar, mas a minha crítica sobre o filme foi positiva. Sem perder a essência do enredo original o filme inclui temas atuais, como o uso do celular e da internet pelos adolescentes de maneira abusiva.

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Segue a Dica:

  1. Assista “Carrie, a estranha 2013″;
  2. Leia o livro;
  3. Assista as outras versões anteriores;
  4. Não perca a vontade de assistir um filme ou ler um livro só porque leu uma crítica ruim, lembre-se, o maior crítico é você.
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Aqui dentro, sempre

abr 11, 14 Aqui dentro, sempre

Plágio demais dizer que a gente vai à luta e conhece a dor?

Caro Lulu, você considera justa a forma do que existe de mais lindo no mundo!

Amor, às vezes, surge em três segundos. De repente, você ama. Não que amor não exista de forma integral e permanente, isso é amor. Em momentos, ele se guarda e se preserva, calado um pouquinho para se manter por  lá.

No cotidiano é belo e válido ver amor em uma flor, em um sorriso, em um café quentinho, mesmo em uma tarde quente, só pra te acordar. Amor no olhar de compreensão, mesmo depois de um dia exaustivo. As mãos que procuram os cabelos para acalmar o responsável pela insanidade mais gostosa e necessária para a vida, amar.

Nenhum sentimento, que lance cordas de amargura em volta do pescoço, resiste ao brilho e à luz que propaga deste confortável calor. Mesmo com os olhos pesados, a mente embolando os pensamentos e a vontade de ficar menor que uma formiga e, desaparecer da realidade, partir e ir. Nem mesmo essas vontades vencem o amor.

Se navegar é preciso e viver não, amar é preciso!

Preservar, cuidar. Reparar no sorriso do cachorro logo às seis da manhã. Gostar de como a lua está em contraste com a tarde lilás. Amar o céu, os reflexos, os bebês, os papéis e a beleza das praças por onde passamos todos os dias.

Amar a vida porque ela nos ama de volta. Os amigos, os irmãos, os livros, as mãos que nos amparam até o fim de mais um começo de noite.

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Foto:  Tumblr.

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Toalha de rosto

abr 04, 14 Toalha de rosto

Se as impurezas vão embora, junto com a água, ralo abaixo, e desaparecem na imensidão de descartes necessários para o bem estar, quero mandar outras coisas, no caso, muitas coisas junto. Abre a torneira, por favor?

De impurezas ocupo-me muito além da primeira camada de pele, e creio que não só eu. Em baixo dos meus olhos abrigo uma grande sombra negra, que mistura os tons da madrugada de sono que não bem tive. Essas sombras não se bastam só por si, trazem com elas, à tona, o sentimento de fúria, mesclado com tristeza, pelos motivos os quais o sono não me veio.

Os sorrisos marcam linhas que, segundo alguém, podem ser as quatro linhas do cotidiano. Bom, sendo assim ou não, não gosto delas. O sorriso é tão lindo até quando feio, mas fica triste quando este se parece com o de uma marionete.

As preocupações vazam pela testa. Já não lhe bastam o cérebro? Daqui a pouco estarão na minha áurea, suponho.

Juntamente com todas as marcas, os pensamentos, certas lembranças e personagens bem descartáveis, tecem o incômodo do dia-a-dia. Realmente incomodam?

Claro que não!

Para feliz, basta ser eu mas, que bom seria poder desgrudar os velcrinhos que unem o desnecessário com a necessária vida de uma pessoa.

Então, peço que junto com todas as impurezas que em mim acumulam, desçam as chatices que, por alguns segundos, me impedem de gargalhar. Quero, com a toalha de rosto, enxugar uma nova tela para nascer mais um dia.

vá

Foto: Tumblr.

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E se “Jogos Vorazes” fosse dirigido por outros diretores?

abr 01, 14 E se “Jogos Vorazes” fosse dirigido por outros diretores?

Você já assistiu o filme “Jogos Vorazes”? Se não, corra para assistir e ler os livros. É Demais!

Conheci a trilogia “Jogos Vorazes” e me apaixonei. O enredo da história é cativante e a fidelidade do filme com o livro surpreende. Fazia tempo que não acompanhava uma franquia com tanto entusiasmo. Pois bem, já foram lançados dois filmes – Jogos Vorazes e Jogos Vorazes: Em Chama – como as duas primeiras produções foram um sucesso, o último livro será divido em dois filmes.

Diferente da Saga Crepúsculo que foi decepcionante a cada novo filme, virando piada nos dois últimos. Jogos Vorazes segue um rumo cinematográfico mais parecido com “Harry Potter”, que cresceu a cada lançamento, se tornando a melhor e mais conhecida franquia de todos os tempos.  Jogos Vorazes vem se superando e as expectativas para os próximos filmes é enorme.

Mas, o que quero mostrar hoje é uma ideia Genial. A proposta é a seguinte: E se “Jogos Vorazes” fosse dirigido por outros diretores? Você já imaginou como seria os pôsteres desses filmes? Sabemos que cada diretor tem sua marca registrada e é esse diferencial que vamos ver agora.

Jogos Vorazes dirigido por Alfred Hitchcock

Jogos Vorazes dirigido por Alfred Hitchcock

 

Jogos Vorazes dirigido por Woody Allen

Jogos Vorazes dirigido por Woody Allen

 

Jogos Vorazes dirigido por Federico Fellini

Jogos Vorazes dirigido por Federico Fellini

Jogos Vorazes dirigido por Nancy Meyers

Jogos Vorazes dirigido por Nancy Meyers

Jogos Vorazes dirigido por Nicolas Winding Refn

Jogos Vorazes dirigido por Nicolas Winding Refn

Jogos Vorazes dirigido por Roger Corman

Jogos Vorazes dirigido por Roger Corman

Jogos Vorazes dirigido por Terrence Malick

Jogos Vorazes dirigido por Terrence Malick

Jogos Vorazes dirigido por Werner Herzog

Jogos Vorazes dirigido por Werner Herzog

Jogos Vorazes dirigido por Peter Jackson

Jogos Vorazes dirigido por Peter Jackson

(Via EW)

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